Trace fossils and faults

Most of the cores collected at the Site U1385 (SHACK-04) are composed by what the scientists call nannofossil oozes (i.e. mud with remains of CaCO3 tests termed coccoliths of tiny marine single cell algeae called coccolithophores). These oozes frequently present signs of bioturbation (trace fossil or ichnofossils) as a result of the burrowing activity of worms that lived in the seafloor.

A maioria dos tarolos de sedimentos recolhidos no Site U1385 (SHACK-04) são compostos por aquilo a que os cientistas chamam vazas ricas em nanofósseis, ou seja, lama com restos de carapaças de CaCO3 de minúsculas algas marinhas unicelulares chamados cocólitos. Estas vazas apresentam frequentemente sinais de bioturbação (fósseis traço ou icnofósseis), como resultado da actividade de construção de galerias levada a cabo  por vermes que viviam no fundo do mar.

The photo below show a section of trace fossils characteristic of Zoophycos ichnofacies as seen in a split core from Hole U1385. The paleontologists think that Zoophycos ichnofossils are produced by feeding worms and they are also found in the fossil record. This photo shows Zoophycos trace fossils found in jurassic detritical limestones at Mareta Beach(Algarve, Portugal).

A foto em baixo mostra uma secção de fósseis traço característicos da icnofácies Zoophycos identificada num dos tarolos recolhidos no Site U1385​​ (SHACK-04). Os paleontólogos pensam que os icnofósseis Zoophycos, que também são encontradas no registo fóssil, são produzidos por vermes quando estes estão a procura de alimento. Podes ver pistas de Zoophycos em calcários areníticos jurássicos na Praia da Mareta (Algarve, Portugal) nesta página.

 

Another great discovery was the identification of 3 subvertical faults, like the one in the photo below, in the cores collected at this site. Each of these faults is traceable for several decimeters along the core, and shows offsets of 5 to 10 cm. Evereybody onboard was very excited with this achievment, but the scientists still need to figure out its origin.

Outra grande descoberta foi a identificação de falhas, como a da foto em baixo, nos testemunhos de sedimentos não consolidados recolhidos neste local. Cada uma destas falhas apresenta um rejeito de 5 a 10 cm. Toda gente a bordo ficou bastante entusiasmada com este achado. Todavia, os cientistas ainda estão a tentar perceber qual foi sua origem.

 

Comments

Cristiano e Tania 10ºD

Olá prof HP
Essas estruturas são realmente magníficas!!
Esperamos que durante a sua viagem encontre inúmeros sedimentos como esse
Muitas beijocas e abraços xD

Strange faults

Muito interessante!!
Como podem as falhas ser tão certinhas tratando-se de sedimentos não consolidados??? Não seria coincidência, num fundo oceânico tão vasto, acertarem logo numa zona com falha? Não será um problema de amostragem??? Vá, desvendem esse mistério! Bjokas e bom trabalho!

Sarita Camacho

Uhm...

Oi Sarita!
Pois toda a gente ficou muito excitada com o aparecimento destas estruturas... quando vimos a primeira o que nos veio logo à ideia foi que se trataria de uma deformação resultante do processo de carotagem, mas entretanto noutra secção apareceu mais uma e depois mais outra...

Apesar de serem raros por vezes parece que se encontram falhas em sedimentos ainda não consolidados. Neste caso poderá ser o resultado de actividade tectónica ou então, mais provavelmente, o resultado da acomodação de tensões resultantes da acumulação e compactação dos sedimentos.

Bêjocas